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Artes Plásticas
Durante
séculos o artista brasileiro seguiu as regras formais de criação nas artes
plásticas. A pintura exaltava a mulher e as elites aristocráticas. A escultura
imortalizava homens ilustres, com bustos e monumentos em praças públicas.
A art noveau era cultivada nos salões dos palacetes.
A Semana de Arte Moderna organizada em 1922 na cidade de São Paulo,
sacudiu a poeira do tradicionalismo estético em todas as áreas da manifestação
artístico-cultural do país. Nas artes plásticas, Tarsila do Amaral e Anita
Malfatti produziram as pinturas mais representativas desse rompimento
com a criação formal. Tarsila é autora do famoso quadro Abaporu,
vendido no exterior em 1996 por US$ 1,3 milhão.
Na
década de 40, empresários-mecenas sustentaram a criação do Museu de Arte
Moderna e o Museu de Arte de São Paulo (Masp), que promove desde 1951
as Bienais internacionais. O talento brasileiro é consagrado no exterior
com os trabalhos de artistas do porte de Manabu Mabe, Fayga Ostrower,
Caribé, Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Marcelo Grassmann, Bruno Giorgi,
Lígia Clarck, Hélio Oiticica, Alberto da Veiga Guignard, Antônio Bandeira,
e tantos outros.
Na década de 60, a construção da nova capital do país, Brasília,
revela Oscar Niemeyer, o nome mais famoso da arquitetura brasileira.
As cores e os costumes brasileiros surgem dos pincéis de Cândido Portinari
e Emiliano Di Cavalcanti, entre outros. Hoje o Brasil tem os seus próprios
intérpretes nas artes plásticas.

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