Teatro

Maria Fernanda, filha da poeta Cecília Meireles, em 1948.O teatro brasileiro aflora na década de trinta, com a encenação de textos de autores nacionais. Até então, os palcos das maiores casas de espetáculos do país encenavam  óperas italianas e alemãs, e exibiam nomes consagrados, como os de Isadora Duncan, Sara Bernhardt e o lírico  Enrico  Caruso, entre outros.

Paulo Autran e Tônia Carreiro em Otelo, encenada no Teatro Dulcina, Rio de Janeiro, 1956.O esplendor dos grandes espetáculo cênicos coincidiu com o ciclo da borracha na Amazônia, no início do século XX. Companhias teatrais de Londres e Paris faziam longas temporadas nas duas principais capitais da região - Belém, no Pará, e Manaus, no Amazonas, onde foram construídos belíssimos teatros custeados pela importação do produto em larga escala.

O moderno teatro brasileiro chega aos palcos na década de 40 com a Companhia Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), a maior escola da arte no país, responsável pelo profissionalismo da atividade nos anos 50 e pela formação de uma geração de atores, diretores, cenógrafos e dramaturgos. A peça Vestido de Noiva, de 1943, revoluciona a linguagem teatral no país. O autor, cujos trabalhos são classificados de psicológicos e trágicos, foi o dramaturgo, romancista e jornalista Nelson Rodrigues (1912-1980).

O golpe militar de 1964 no Brasil gerou o teatro de contestação, envolvendo o engajamento de parcelas expressivas da população, principalmente os estudantes. São os chamados teatros de Arena e Oficina levando o teatro até o povo. Os textos são encenados sob o jugo da censura. Peças teatrais são desengavetadas a partir de 1985, com a lenta redemocratização do país.

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